segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Vou sair de 2010, mas ele não vai sair de mim

O ano de 2010 não quer ir embora. Não digo isso apenas pela sensação de que o tempo tem se arrastada desde de que entramos no mês de dezembro, mas pelos acontecimentos vivenciados por mim nesta reta final.

Usando uma dessas frases que as novelas incutem no nosso cotidiano, "cada dia foi um flash". Se ao resumir meu ano eu contasse apenas o ocorrido em dezembro, meus ouvintes sequer sentiriam falta dos demais meses.

Os que me conhecem pessoalmente sabem que a minha vida não é um livro aberto. Não por ter "algo a esconder", mas por achar que o mistério estimula o interesse e seleciona os que poderão fazer parte do meu círculo. Por essa razão não encontrarão todo o ocorrido neste post (muito menos tudo sobre mim neste blog), mas posso listar algumas coisas:

1- Oficializei um compromisso de 8 anos
Queria que o momento fosse inesquecível. E foi.

2- A novela da azeitona ganhou mais alguns capítulos
Mas eu prefiro não descrevê-los aqui. Pelo menos não agora.


3- Encerrei mais um ciclo profissional
Um pouco por parte da azeitona...

Apesar de me desvincular de empresas, não gosto de desfazer vínculos com pessoas (confesso já ter ocorrido algumas vezes por situações que me fugiram um pouco o controle, mas prefiro evitar).

Nessa empresa em particular, acabei deixando um legado que ainda me vinculará a ela de alguma forma. Estarei sempre à disposição para ajudá-los a tocar os projetos mantidos por mim, pois eles (não apenas os meus colegas de profissão, mas também a empresa) sempre estiveram ao meu lado quando precisei.

4- Novos horizontes
Tomei algumas decisões depois do Natal. Não farei uma lista aqui, como fiz no ano passado, porque ainda estou em processo de "seleção de desejos".

5- Entrada e saída record em uma banda
Deixei esse ponto por último por ser o mais recente e o mais engasgado.

Em meu post anterior (publicado em 07/12/2010), registrei aqui no blog a minha entrada para uma banda chamada Ermelindas. Mas na véspera do Natal Papai Noel deixou uma bela carta no meu correio eletrônico onde uma das integrantes da banda questionava essa decisão às demais sinalizando que não estava ciente disto (só um parêntese, ela afirma ter tomado conhecimento através do referido post publicado aqui em meu cantinho virtual).

Para a minha surpresa, a resposta a este questionamento foi a de que "não era nada disso" e que "foi um mal entendido".

A partir deste momento comecei a me questionar.

Porque a pessoa que confirmou a minha entrada na banda não sustentou sua posição?

E se eu não tivesse publicado aquele post? Como seria o próximo ensaio?

Elas simplesmente diriam pra eu não ir porque testariam outra pessoa? Me fariam passar pelo constrangimento de estar lá e ver uma outra pessoa chegar?

Segundo o meu entendimento, quando alguém não se encaixa no som que uma banda busca (seja por falta de química, problemas pessoais, influências, qualidade técnica, enfim...) cabe à líder da banda, ou a pessoa que a convidou, dizer isso. Porque ninguém falou nada?

Porque ninguém fala nada. Muitas coisas importantes deixam de ser ditas ou são apenas comentadas em papos de bastidores o que acaba gerando fofocas e mal-entendidos.

Já era a segunda vez que o meu nome era envolvido em mal-entendidos dentro da banda e nenhum deles partiu de mim. A leitura dos fatos me faz concluir que ou falta maturidade na banda, ou estão fazendo de sacanagem (fazer uma pessoa dedicar seu tempo para ensaiar inclusive tendo que se virar com o trabalho já que os ensaios nunca consideravam a minha disponibilidade, aprender em tempo record músicas que nunca tinha ouvido na vida, reprogramar uma viagem importante por causa de um show mau planejado onde ficamos o dia inteiro a disposição pra nada e tocamos às 20:30hs e no final dar um tapinha nas costas e dizer "foi um mal entendido"?).

Preferi acreditar na primeira opção. Quero pensar que são imaturas sim, apesar de me responderem por e-mail que não foi imaturidade. Quero continuar torcendo pelo sucesso da banda sem guardar nenhuma desavença pessoal de nenhuma delas. Quero continuar incentivando e ajudando a Ivana no estudo do baixo.

Quero o melhor pra elas, por ser um projeto em que uma pessoa muito querida está envolvida, mas não quero mais cantar com elas.

Me disponho até a resolver o mal entendido, a me reunir com elas para conversarmos (como foi proposto), mas não quero estar mais envolvida com pessoas que demonstram claramente não saberem o que querem.

Desejo boa sorte à todas.

3 comentários:

Samara L. disse...

Mesma sensação, por motivos diferentes. Sei que faz tempo que não apareço por aqui, mas ainda te acho uma pessoa especialíssima e desejo muitas coisas boas.
Um 2011 muito doce!

Isabela Colucci disse...

Sam, sinto tanto a sua falta... Você é uma das pessoas que eu incluo no meu círculo com muito orgulho! Saudades...

Isabela Colucci disse...

Por diversas vezes revisito meu blog. Gosto de ver as situações por diversos pontos. Além disso, tenho memória de 30 segundo (oi, eu sou a Dori), e reler alguns textos mr faz bem. É como ver fotos.
Enfim, hoje relendo esse post me dei conta de que a referida banda nem ensaia mais por falta de vocal.
Acho realmente uma pena (sem nenhuma mágoa ou ressentimento).